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Tubarões aparecem pela 2ª vez em Balneário Camboriú e especialista diz que fenômeno tem relação com alargamento da orla

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Três surfistas relataram ter encontrado um tubarão na Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense, na quarta-feira (13). O animal chegou a encostar em um deles, mas não houve ataque e nem feridos. Essa é a segunda vez que um tubarão aparece na localidade.

Conforme informações do G1 SC e NSC, para o pesquisador e curador do Museu Oceanográfico da Univali Jules Soto o aparecimento dos animais no local tem relação com as obras de alargamento. 

Soto conversou com os surfistas após a ocorrência de quarta e avalia que o tubarão fazia uma “sondagem”.

“Esses tubarõezinhos possuem sensores no focinho. Quando detectam movimento, se afastam. Foi o que aconteceu”, informou o curador do Museu Oceanográfico da Univali, Jules Soto.

Como a interação com o animal foi rápida, os surfistas não conseguiram detalhar suas especificidades e a espécie dele não pôde ser identificada.

O contato entre o tubarão e o surfista ocorreu a cerca de 200 metros da praia, longe da área de banhistas. A localidade é próxima ao atual ponto das obras de alargamento da faixa de areia.

Dragagem atrai tubarões

O curador do Museu Oceanográfico da Univali, Jules Soto, informou que houve um aumento nos registros de animais na região após o início das obras. Pescadores locais têm enviado fotos dos animais para a identificação das espécies.

“Isso muito provavelmente tem a ver com a obra de alargamento. Mais precisamente com o fato de estarem tirando sedimentos da jazida e expondo organismos que são utilizados na alimentação de peixes de fundo que estes tubarões se alimentam. Quando você revolve o fundo marinho, isso chama atenção destes animais. Se cria um distúrbio e isso atrai os tubarões para este local”, explica.

O especialista afirma que os animais são de espécies comuns na costa de Santa Catarina e que muitas delas nunca registraram ataques aos seres humanos.

“Eles são animais que não têm registro de ataques a seres humanos e na sua grande maioria são juvenis e subadultos. Não vejo motivo para alarde”, afirma.

Jules ainda complementa que “não é impossível (acontecer um ataque de um tubarão que não é agressivo), mas a probabilidade de que isso não aconteça é muito grande. Qualquer praia hoje, no Brasil, está sujeita a ataque de tubarão e no passado estava muito mais sujeita do que agora”, conclui.

Fonte
G1 SC E NSC - Carolina Fernandes e Dagmara Spautz

Redação Litorânea FM

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