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Saúde

Paranaense que retirou tumor de 30 kg recebe alta de hospital e agradece

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Na manhã desta quarta-feira (24), a curitibana Karina Andressa Rodini recebeu alta hospitalar após realizar uma cirurgia de 12 horas para a retirada de um tumor de cerca de 35 quilos.

“Sentimento de gratidão e de alívio. Agora são novos passos. Nova Karina, nova vida, novos passos. Não tem como explicar. É o maior presente de Natal que eu ganhei, minha cirurgia”, disse.

Ela tinha pouco menos de dois anos quando descobriu a neurofibromatose, que é um conjunto de doenças genéticas que afetam, mais notadamente, a pele e o sistema neurológico.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a condição se origina de mutações genéticas que resultam em sintomas imprevisíveis. Um dos principais sinais da doença consiste no aparecimento de nódulos e tumores na pele (neurofibromas), de tamanho variável.

No caso de Karina, o maior tumor estava na perna e pesava cerca de 35 quilos.

Curitibana usa redes sociais para conscientizar sobre doença rara que causa tumores — Foto: Arquivo pessoal/Felipe Rosa/Digital Produções
Foto: Arquivo pessoal/Felipe Rosa/Digital Produções

De acordo com a curitibana, na cirurgia realizada no dia 16 deste mês, foram retirados cerca de 30 quilos e 400 gramas do tumor. Ela perdeu 42 quilos desde então.

Desafio da medicina

Cirurgia foi feita por médico especialista na doença — Foto: Divulgação/Hospital Marcelino Champagnat
Foto: Divulgação/Hospital Marcelino Champagnat

A cirurgia foi feita pelo médico dr. McKay McKinnon, de Chicago, nos Estados Unidos da América (EUA), que é especialista em neurofibromatose, no Hospital Marcelinho Champagnat. Ele fechou momentaneamente a clínica que tem para vir fazer a operação.

“Nós não entendemos todo o mecanismo, mas meu conceito é que podemos cortar a conexão entre o sistema nervoso central e o tumor, fazendo com que o crescimento potencial possa parar”, explica o norte-americano.

Outro desafio para a equipe médica foi a anestesia. Uma vez que a cirurgia tem um longo tempo de duração, aumentam os riscos de complicações pelo comprometimento das funções de alguns órgãos considerados essenciais.

O procedimento contou com cirurgião plástico, geneticista, dermatologista, cardiologista, ortopedista e oftalmologista.

Redação Litorânea FM

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