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Nova espécie de planta medicinal é encontrada no Paraná

Com cerca de 500 espécies registradas em todo o mundo, o Brasil é o segundo país com o maior número desse tipo de planta, atrás somente da Colômbia.

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Pesquisadores da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) descobriram uma nova espécie de planta no Jardim Botânico de Faxinal do Céu, na cidade de Pinhão, no Centro-Sul do Paraná. A espécie pertence ao gênero botânico Passiflora, planta medicinal utilizada na preparação de remédios fitoterápicos para acalmar, combater a ansiedade e a insônia.

Com cerca de 500 espécies registradas em todo o mundo, o Brasil é o segundo país com o maior número desse tipo de planta, atrás somente da Colômbia.

A pesquisa foi coordenada pelo professor Adriano Silvério, que atua no curso de Ciências Biológicas, no câmpus Centro Educacional de Desenvolvimento Tecnológico de Guarapuava (Cedeteg). Os estudos envolveram, ainda, estudantes de graduação e pós-graduação da instituição de ensino.

A planta é uma variedade do maracujá e foi denominada Passiflora coelestis, em homenagem ao local onde foi encontrada. “Ela é um pouco diferente dos maracujás que já conhecemos. A espécie apresenta um hábito bem piloso, com bastante tricomas, que são pelos para proteção da espécie. É bem delicada e ocorre em regiões mais sombreadas, nas bordas das florestas ou até em partes mais internas da mata”, diz Adriano.

O professor destaca a importância da descoberta, que compreende um trabalho de pesquisa de sete anos. “Em termos científicos, sempre que ocorre uma nova descoberta, ela abre espaço para estudos complementares. O grupo dos maracujás possui potencial agronômico, farmacológico e medicinal, portanto o estudo contempla novas perspectivas de utilização da planta em diferentes formas”, sinaliza.

A Passiflora coelestis é a primeira espécie de planta descrita por um professor da área botânica da Unicentro. “É a primeira oportunidade que eu tenho de propor, publicar e apresentar para a comunidade científica uma nova espécie de maracujá. Acredito que essa descoberta também ajuda a divulgar para o mundo o trabalho de pesquisa da universidade”, afirma.

VALIDAÇÃO – A nova espécie já foi oficialmente descrita em artigo publicado pela revista internacional PhytoTaxa, especializada na área botânica. O periódico revisou e validou os resultados da pesquisa.

Silvana Baitala Buhrer

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