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Médico é indiciado por oito homicídios após morte de pacientes em hospital de Itajaí (SC)

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A Polícia Civil indiciou o médico suspeito de matar oito pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em um hospital de Itajaí, no Vale. A investigação aponta que profissional teria cometido oito homicídios entre 2017 e 2019 e foi enviada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na quinta-feira (6). A defesa nega os crimes e disse que a acusação é equivocada.

O caso é investigado desde o ano passado, quando denúncias de que o médico Gustavo Deboni teria abreviado a vida dos pacientes usando medicamentos ou desligado aparelhos mantinham os doentes vivos. Os casos teriam ocorrido entre 2017 e 2019 no Hospital Marieta Konder Bornhausen.

Em agosto do ano passado, o Conselho Regional de Medicina (CRM) proibido temporariamente o médico de exercer as funções. Em dezembro, no entanto, a decisão foi revogada. Procurado pelo site G1, o órgão afirmou que “não divulga ou se manifesta sobre as investigações que realiza” e que todo o processo é sigiloso.

Ao site G1, a 2ª Promotoria de Justiça de Itajaí afirmou que, para resguardar a ordem pública e eventual risco de reiteração dos supostos crimes, “foi requerido a aplicação de medidas cautelares em desfavor do investigado. Com isso, desde dezembro ele está proibido de exercer a medicina e não confirmou detalhes sobre o caso por ser segredo de Justiça.

A representação contra o médico chegou ao Ministério Público em março do ano passado por meio da Univali, onde ele era professor do curso de Medicina. O profissional aguarda o processo em liberdade.

Em nota, a advogada Louise Mattar Assad afirmou “ficará provado no curso dos processos que trata-se de equivocada acusação”. “O próprio CFM, reconheceu a ilegalidade e falta de veracidade das acusações e restituiu ao médico Gustavo o direito de exercer a medicina”, disse.

“No dia 6 de maio de 2021, a Autoridade Policial encaminhou ao Ministério Público o inquérito policial referente ao caso, supostamente concluído, o qual ainda está sob análise do Promotor de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto, por se tratar de fatos complexos, que demandam minuciosa análise de diversos prontuários médicos e das perícias juntadas até o momento”, informou o MPSC.

A reportagem também procurou o Hospital Marieta Konder Bornhausen no início desta tarde e aguardava manifestação até a publicação da reportagem.

Redação Litorânea FM

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