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Instituto Butantan comemora 120 anos de fundação enviando 3,4 milhões de doses da CoronaVac

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A partir desta terça-feira (23/2), o Instituto Butantan deve enviar ao Plano Nacional de Imunização (PNI) 3,4 milhões de doses de vacinas contra o Covid-19, ao longo de oito dias – 426 mil doses por dia, em média. Essas doses compõem o total de 17,3 milhões de doses que estão hoje em processamento e fazem parte do total de 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde em janeiro. Segundo informações do portal de notícias do próprio instituto, a expectativa é que a produção aumente a partir de abril, quando o Butantan poderá utilizar também a fábrica atualmente dedicada à fabricação da vacina contra a gripe.

O Instituto é responsável pela fabricação da vacina que mais está sendo usada no o Brasil, a CornoVac, e têm um corpo de funcionários de 300 pessoas que se alteranam para manter um funcionamento de 24 horas na produção de imunizantes contra o Covdi-19.

120 anos de ciência a favor da vida

Criado inicialmente para produzir o soro antipestoso, para o cobate à peste bubônica, desde o início o Instituto Butantan se destaca pela atuação no campo do ofidismo (estudo do veneno das serpentes), marca determinada pela presença de Vital Brazil.

Apenas quatro meses depois de sua fundação oficial, o Instituto Butantan começou a produzir um dos seus produtos mais antigos: os soros antiofídicos. Esses soros se destinam ao tratamento de vítimas de acidentes com serpentes. Um dos primeiros soros a ser produzido nessa linha foi o soro anticrotálico, para tratar os acidentados por cascavéis, e, em seguida, o soro antibotrópico, relacionado a acidentes com jararacas.

A partir de 1902, o Instituto passou a fornecer os soros aos órgãos do Serviço Sanitário Paulista, bem como aos proprietários agrícolas e clínicos da capital, de cidades do interior e de outras regiões do país.

Em 1921, no seu livro “Defesa Contra o Ophidismo”, publicado internacionalmente, Vital apresentou uma das maiores contribuições para a ciência mundial: a comprovação da especificidade de soros antiofídicos, ou seja, a necessidade de haver um soro específico para cada tipo de veneno.

Atualmente, o Instituto continua sendo reconhecido em todo o país por sua atuação na produção de soros antiofídicos, sendo referência nacional no tratamento para acidentes com todos os tipos de serpentes. Vale mencionar que é recomendado o tratamento com soro antiofídico mediante orientação, mesmo que não se tenha conhecimento do tipo da cobra.

Nesta terça-feira (23), o Butantan completa 120 anos de existência. Para celebrar este marco histórico, serão realizados vários eventos ao longo do dia na sede do Instituto. 

Inauguração de mosaico da artista Claudia Sperb – 9h30

O Museu de Microbiologia receberá a instalação de um mosaico da artista Claudia Sperb. A peça foi idealizada pelo biólogo Henrique Canter, pesquisador do Butantan, em conjunto com a artista, que já doou outras obras ao Instituto. O presidente da Fundação Butantan, Rui Curi, fará a inauguração do mosaico.

Cerimônia do selo dos Correios – 11h 

O Instituto Butantan terá seu próprio selo postal. O selo traz imagens das fachadas de duas construções icônicas do Butantan, que datam de diferentes épocas: o Edifício Vital Brazil, mais conhecido como Prédio da Biblioteca ou Prédio Central, e a Planta de Anticorpos Monoclonais (PAM), concluída no primeiro semestre de 2020. Também será emitido um carimbo comemorativo com o mesmo tema, que reproduz a logomarca do Butantan e a inscrição “120 anos”. 

O selo será lançado em uma cerimônia na qual também serão homenageados profissionais que marcaram a história do Butantan.

Entrega do bolo da confeitaria Carlos Bakery – 14h30

A confeitaria especializada em doces artísticos Carlos Bakery, sediada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e com filial em São Paulo, ofereceu um bolo especial para celebrar a trajetória do Instituto.

Recepção da obra do artista Kobra – 16h

O Butantan receberá a doação de uma obra idealizada pelo artista Kobra em homenagem à criação da vacina contra a Covid-19 e à atuação do Instituto no combate à pandemia. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, receberá a obra. 

Orquestra Brasil Jazz Sinfônica no Memorial da América Latina – 20h

O aniversário será celebrado com um concerto da orquestra Brasil Jazz Sinfônica. Seguindo todos os protocolos de segurança, a apresentação será feita no Memorial da América Latina, com regência dos maestros Ruriá Duprat e Mauricio Galindo, e participação do cantor Renato Braz. O concerto será transmitido pelas redes sociais e canais da TV Cultura, do Memorial da América Latina e pelo canal do Butantan no Youtube.

Criado inicialmente como um laboratório de produção de soro para combater a peste bubônica, o Butantan foi reconhecido como uma instituição autônoma em 23 de fevereiro de 1901. Hoje, o Instituto é o principal produtor de imunobiológicos do Brasil, responsável por grande parte da produção de soros hiperimunes e vacinas que compõem o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Redação Litorânea FM

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