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Holanda, Itália e Bélgica reforçam medidas para conter Covid-19

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Enquanto os franceses aguardam o pronunciamento do presidente Emmanuel Macron sobre prováveis medidas para frear a epidemia de coronavírus na França, outros países europeus adotam novas restrições sociais a partir desta quarta-feira (14).

Na Holanda, o primeiro-ministro conservador-liberal Mark Rutte decidiu submeter o país a um confinamento parcial. Bares e restaurantes serão fechados para reduzir o contato entre as pessoas. Depois de resistir durante vários meses, o premiê holandês também tornou o uso de máscaras obrigatório em locais fechados, para todas as pessoas maiores de 13 anos, informa o jornal “Le Figaro”.

A Holanda registrou o recorde diário de 7.393 novos casos da Covid-19 em 24 horas, 43.903 em uma semana e 150 mortes. “Estamos entrando em um confinamento parcial”, disse Rutte em um pronunciamento na televisão. “Vai doer, mas é a única solução. Temos que ser mais rígidos”, completou.

Duas províncias belgas – Luxemburgo e Brabant-Vallon – decretaram toque de recolher por 15 dias, a partir desta quarta-feira, de 1h às 6h. Todos os deslocamentos não essenciais ficam proibidos nesse horário. A Bélgica registrou um aumento de 79% de novos casos da Covid-19 na última semana.

Na Itália, reuniões menores

O governo italiano também adotou novas restrições. Nos próximos 30 dias, os bares e restaurantes italianos não poderão servir clientes em pé, no balcão, depois de 21 horas.

As festas e eventos em locais abertos, mesmo no jardim de casa, ficam proibidas. Os italianos só poderão receber, no máximo, seis convidados para um almoço ou jantar, sejam amigos ou pessoas da família. Os batizados e casamentos só poderão reunir 30 pessoas, no máximo.

A Itália registra, há uma semana, um aumento das contaminações, com mais de 5 mil novos casos positivos por dia. Esse número é ainda menor do que no auge da epidemia, em abril e maio, mas o governo italiano prefere se antecipar à uma explosão de casos da Covid-19.

França cancela Salão da Agricultura

A França, prevendo meses de combate pela frente para controlar a expansão do vírus, cancelou um dos eventos mais populares do país, o Salão da Agricultura. O evento, que estava programado entre 27 de fevereiro e 7 de março, foi cancelado, algo inédito em 50 anos.

Pacientes com a forma severa da Covid-19 continuam chegando aos hospitais franceses e já somam 1.633 pessoas, para uma capacidade nacional de cerca de 7 mil leitos. Nas últimas 24 horas, 94 pessoas precisaram de leitos de terapia intensiva, uma estrutura que inclui equipe médica especializada e aparelhos como respiradores e ventiladores mecânicos, para ajudá-los a respirar durante a fase mais aguda da infecção.

Redação Litorânea FM

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