Curitiba e RMC

Greca volta a ser alvo em debate para prefeitura

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Não poderia ser diferente. Com 47% das intenções de voto, segundo o Ibope, O prefeito e candidato à reeleição, Rafael Greca (DEM), voltou a ser, nesta quarta-feira (14), o alvo preferencial no segundo debate da disputa pela prefeitura de Curitiba, na Band TV. A exemplo do dia 1º, quando Greca não compareceu alegando falta de “segurança sanitária” por causa da pandemia do Covid-19, os oito participantes do confronto cobraram a ausência do prefeito nos debates, e criticaram as políticas da atual gestão no combate à pobreza, geração de empregos, população em situação de rua e transporte coletivo.

Com 16 candidatos no total, a emissora dividiu o debate em dois grupos. Ontem, participaram Christiane Yared (PL), Goura Nataraj (PDT), Samara Garratini (PSTU), Zé Boni (PTC), Diogo Furtado (PCO), Caroline Arns (Podemos), Letícia Lanz (PSOL) e Eloy Casagrande (Rede). Já no início do primeiro bloco, durante as apresentações, a candidata do PSOL deu o tom do confronto, fazendo um desafio ao prefeito. “O meu desejo mesmo é fazer um debate com o nosso prefeito Rafael Greca a quem eu faço uma convocação nesse momento. Prefeito Rafael Greca eu quero debater um projeto com você para Curitiba. Esse projeto que está aí está vencido”, disse. As informações são do Bem Paraná.

Depois de lembrar que foi vereador e líder da oposição a Greca na Câmara, Goura criticou a falta de transparência nos contratos do lixo e do transporte coletivo. A professora Samara apresentou-se como a alternativa socialista. “Não podemos acreditar em mitos, super-heróis”, defendeu.

Mais comedido, Zé Boni não deixou de citar Greca. Divulgou o número de seu telefone celular pessoal. “Curitiba está vivendo de velhas ideias. Talvez deu certo em outras épocas. Mas agora é preciso de mudança”, defendeu.

A candidata do Podemos afirmou ainda que a política da atual gestão para a população em situação de rua está “totalmente equivocada”. “A política da prefeitura de Curitiba é uma política de pernoite, não um programa social”, alegou. Goura disse que Greca destinou apenas 0,1% para habitação, o que segundo ele, é “ridículo”. “Curitiba tem mais de 20% da população com algum tipo de deficiência. O atual prefeito extinguiu a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência”, apontou.

Candidatos também trocam farpas entre si

Apesar de mirarem preferencialmente o prefeito Rafael Greca, os candidatos que participaram do debate ontem também trocaram farpas entre si. Letícia Lanz (PSOL) questionou Eloy Casagrande (Rede) sobre políticas para a população Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT); e Carol Arns (Pode) sobre sua atuação na direção da Fundação de Assistência Social (FAS). A candidata do PSOL também cobrou Goura (PDT) por votos do partido em favor da militarização de colégios estaduais. E Zé Boni (PTC) interpelou Christiane Yared (PL) sobre o uso de recursos do fundo partidário na campanha.

Letícia Lanz apontou que a ex-candidata da Rede à presidência da República, Marina Silva, teria retirado propostas de políticas para a população LGBT após pressão de evangélicos, e perguntou se Eloy Casagrande concordava com isso. “Desconheço essa atitude da Marina, mas da minha parte pode ter certeza que teremos uma política igualitária”, respondeu o concorrente da Rede. “Se o candidato é vinculado a uma igreja ele leva a orientação dele para o governo”, rebateu a candidata do PSOL.

Letícia Lanz também questionou Carol Arns se ela manteria a política assistencialista da FAS. “Nosso objetivo é incentivar e não esvaziar a FAS como aconteceu nessa gestão”, disse a candidata do Podemos, prometendo recriar a Secretaria Municipal do Trabalho. “Se não houver uma opção clara em defesa das pessoas isso vai continuar sendo uma conversa vazia. Na hora H o que se defende é o capital. E a ajuda das pessoas tem esse caráter caritativo, de quebrar galho. Acender uma vela para Deus e outra para o diabo não funciona”, contestou Lanz.

Zé Boni perguntou para Christiane Yared se ela é favorável ao uso do fundo eleitoral. Ela disse que sim, afirmando que faz um uso transparente dos recursos. E que antes, o financiamento eleitoral era antes feito por “empresários, grandes corporações que acabam doando dinheiro para depois cobrar um preço muito alto”.

Nacional
Diogo Furtado preferiu usar o espaço para discutir temas nacionais, denunciando o que chamou de “golpe de estado” contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. E criticando as próprias eleições. “As eleições são uma farsa. Não servem para nada. É um jogo de cartas marcadas. Sem a rebelião da classe trabalhadora perderemos tudo para os golpistas”, alegou.

Fonte
Fábio Campana

Rubens Filho

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