Segurança

Exército gasta R$ 6 mi em operação que simula guerra na Amazônia

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O Exército Brasileiro gastou R$ 6 milhões em combustível, horas de voo e transporte para simular uma guerra entre 2 países na Amazônia. Denominada de “Operação Amazônia”, a ação envolveu 3.600 militares e foi realizada de 8 a 22 de setembro nas cidades de Manacapuru, Moura e Novo Airão, no Amazonas.

As informações foram obtidas pelo jornal O Globo por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) e foram publicadas nesta 4ª feira (14).

O valor gasto saiu do orçamento do Coter (Comando de Operações Terrestres). O Exército não informou os outros gastos com a operação, além de combustível, horas de voo e transporte de civis.

A operação ocorreu em 1 momento de tensão com a Venezuela. Foi feita no mesmo período em que o Brasil anunciou, em 18 de setembro, a retirada do status diplomático de funcionários venezuelanos que atuavam como representante do governo de Nicolás Maduro no país.

Também em 18 de setembro, Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, desembarcou em Boa Vista (RR). Ele visitou as instalações da Operação Acolhida, responsável pelo recebimento de refugiados venezuelanos no Brasil.

Além do Brasil, Pompeo passou por outros países que fazem fronteira com a Venezuela, como Colômbia, Guiana e Suriname. Segundo a embaixada norte-americana, a viagem teve o objetivo de discutir a imigração de venezuelanos.

Na Operação Amazônia, os militares criaram 1 campo de guerra no qual o país “Vermelho” invadiu o país “Azul” e era necessário expulsar os invasores. “Dentro da situação criada e com os meios adjudicados, foi a 1ª vez que ocorreu este tipo de operação”, disse o Exército.

“Foram empregados diversos meios militares, tais como viaturas, aeronaves (aviões e helicópteros), balsas, embarcações regionais, ferry-boats, peças de artilharia, o sistema de lançamento de foguetes Astros da artilharia do Exército, canhões, metralhadoras, ‘obuseiro’ Oto Melara e morteiros 60, 81 e 120 mm, além de veículos e caminhões especiais”, informou.

A simulação envolveu o disparo de mísseis com alcance de 80 quilômetros. O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, estiveram na região em 14 de setembro para acompanhar alguns dos lançamentos.

Em nota, o Ministério da Defesa disse que a operação “foi 1 exercício em campanha com tropa no terreno que simulou uma ação convencional no contexto de amplo espectro e em ambiente operacional de selva”.

“As ações ocorreram sobre uma imensa área e tiveram como objetivo estratégico elevar a operacionalidade do Comando Militar da Amazônia. A operação consiste em importante preparação para a atividade-fim das Forças Armadas, de defesa da soberania nacional, principalmente em uma região que tem a prioridade do Brasil”, disse a pasta.

Participaram da operação as brigadas do Comando Militar da Amazônia, mais o grupo de artilharia de Rondonópolis (MT), o grupo de mísseis e foguetes de Formosa (GO), o comando de operações especiais de Goiânia, a brigada de artilharia antiaérea de Guarujá (SP) e a brigada de infantaria paraquedista do Rio de Janeiro. 

Fonte
Poder360

Rubens Filho

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