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Empresa de Garuva é embargada por irregularidade ambiental e suspeita de trabalho escravo

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Acabou no início da tarde desta sexta-feira (14) a operação conjunta que interditou uma empresa de Garuva por irregularidade ambiental e suspeita de trabalho escravo. A empresa foi lacrada e registrado o auto de infração ambiental. De acordo com a prefeitura, as multas devem ultrapassar R$ 280.000,00.

De acordo com o site clicgaruva.com, a operação foi realizada em conjunto pelo Ministério Público do Trabalho, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, Polícia Militar Ambiental, Vigilância Sanitária, Centro de Referência em Saúde do Trabalhador e Prefeitura de Garuva.

De acordo com a secretária de Meio ambiente de Garuva, Silmara Ghiggi Ramos, os casos vêm se agravando desde as primeiras denúncias.

O caso só vem agravando desde a primeira denúncia. No início, as denúncias eram da questão da poluição atmosférica, irregularidade nas chaminés e o desenvolvimento da atividade econômica sem a licença ambiental de operação. Foram feitas mais notificações, com prazo para defesa e busca pela regularização da atividade, mas não foi feito nada pela empresa desde novembro do ano passado. O embargo e o auto de infração foram realizados pela Secretaria de Saneamento Ambiental, esse é o processo administrativo, a parte criminal ficará a cargo da Polícia Militar Ambiental. A empresa pode recorrer da infração ambiental, mas até decisão, fica embargado.

Presente durante a ação, a promotora do Ministério Público do Trabalho, dra. Priscila Maria Ribeiro, falou sobre as denúncias de irregularidades na empresa.

Nós fizemos uma operação conjunta, envolvendo diversos órgãos, porque tivemos notícia de que havia diversas irregularidades na empresa, não somente trabalhistas, como de fato verificamos diversos trabalhadores sem carteira assinada, alojamentos inadequados, como também irregularidades relativas ao meio ambiente e outras questões, como inadequações nas máquinas e equipamentos. Estamos verificando de fato o que está acontecendo para a partir daí tomar as medidas necessárias. Tudo isso vai demandar uma tratativa com a empresa e se for preciso, será acionado o Poder Judiciário, afirmou.

Questionada sobre os trabalhadores, a promotora afirmou que serão tomadas medidas para que os trabalhadores tenham seus direitos garantidos.

“Os trabalhadores terão todos os direitos dos trabalhadores para não saírem prejudicados. Não vamos adiantar agora, já que isso tudo pode vir a ser uma ação judicial, mas os direitos dos trabalhadores devem ser garantidos”, explicou.

Fonte
clicgaruva.com

Redação Litorânea FM

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