Litoral

Em cinco dias, mais de 100 animais marinhos encalharam no litoral do Paraná

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Mais de 100 animais marinhos – como tartarugas, golfinhos e pinguins – foram encontrados encalhados no litoral do Paraná em cinco dias.

Nesta quarta-feira (14), por exemplo, um lobo-marinho encalhou com vida na Ilha do Mel, em Paranaguá.

Incomum

Isso não é comum para esta época do ano. Do fim do outono até setembro, é mais comum que eses animais encalhem.

A quantidade de animais que encalharam, agora em outubro, em poucos dias chamou a atenção de especialistas.

No feriado prolongado da Padroeira do Brasil, celebrado na segunda-feira (12), muita gente se deparou com esses animais migratórios que acabaram parando nas areias das praias do estado.

Trabalho de resgate

O trabalho de resgate foi feito pelo Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que fica em Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná.

Biólogos, veterinários e oceanógrafos formam a equipe do CEM.

Bobo-pequeno encalhou no litoral do Paraná — Foto: Reprodução/RPC
Bobo-pequeno encalhou no litoral do Paraná — Foto: Reprodução/RPC

O bobo-pequeno, que é uma espécie de ave do Reino Unido, normalmente sai da Europa para buscar alimento no litoral paranaense. Alguns ficaram debilitados demais e precisaram ser resgatados.

Foi o que aconteceu com um pinguim da Argentina, que encalhou em uma praia de Guaratuba, e também com fragatas, atobás e muitas outras aves e mamíferos marinhos.

“Nós encontramos uma diversidade grande de fauna. Foram muitos animais e muitos animais de espécies diferentes. Cinco espécies de tartarugas marinhas, nós também tivemos espécies de aves, entre elas, aves migratórias do Hemisfério Norte, como o bobo-pequeno, aves migratórias do Hemisfério Sul, como os pinguins. Tivemos várias espécies de aves costeiras que chegaram e também golfinhos e um boto-cinza”, afirmou a coordenadora do Centro de Estudos do Mar da UFPR, Camila Domit.

10% sobrevivem

Entre sexta (9) e terça-feira (13), foram resgatados 150 animais nas praias do Paraná. Cerca de 100 deles estavam entre Pontal do Sul e Ipanema, que também fica em Pontal do Paraná, em um trecho de 14 quilômetros.

Apesar de todos os esforços das equipes, a maioria já encalha na praia sem vida. Apenas 10% deles sobrevivem.

“Os encalhes de fauna marinha que nós encontramos não são só reflexo daquele momento onde nós encontramos a carcaça ou encontramos o animal debilitado na praia. Eles são reflexo de toda a condição climática, oceanográfica, da semana que se passou antes de encalhe”, explicou Camila.

O bobo-pequeno é a espécie que é mais encontrada com vida. Os sobreviventes dessa jornada são resgatados, atendidos, passam por exames e ficam no Centro de Reabilitação até – se possível – ganharam a liberdade de volta.

Qual é a orientação?

A orientação para quem encontrar algum animal encalhado na praia é não mexer nele e ligar para o Centro de Estudos do Mar.

O telefone para o resgate de animais marinhos é: 0800 64 233 41.

Via
G1 PR / RPC Curitiba - Vanessa Rumor

Redação Litorânea FM

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