Curitiba e RMC

Em assembleia, motoristas e cobradores, aprovam indicativo de Greve em Curitiba

A reunião entre os trabalhadores do Transporte Público de Curitiba causou atrasos na manha desta segunda-feira em diversos bairros da capital paranaense

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Na manhã desta, segunda-feira (09), Curitiba registrou vários atrasos nos horários dos ônibus do transporte coletivo, diversas regiões da cidade registraram atrasos. Segundo o Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) os atrasos foram propositais e ocorreram pois os trabalhadores estavam em assembleia.

A assessoria de imprensa do Sindicato afirmou que a URBS não fez o repasse do pagamento dos profissionais, e, por conta disso, motoristas e cobradores reuniram-se na manhã desta segunda-feira para discutir a situação; nestas assembleias, os trabalhadores aprovaram o indicativo de greve geral no transporte urbana. Ainda, de acordo com o Sindicato, caso os pagamentos não sejam realizados a greve iniciará nesta quinta-feira (12), às 4h.

Conforme nota publicada pela URBS, a entidade alega que aguarda aprovação da Câmara de Curitiba de Suplementação Orçamentária, além do repasse de subsídio do Governo do Estado para fazer os repasses às empresas.

CONFIRA A INTEGRA DA NOTA PUBLICADA PELA URBS:

“A Urbanização de Curitiba (Urbs) aguarda a aprovação, pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022. O município também aguarda o repasse de subsídio ao transporte coletivo por meio do convênio com o Governo do Estado, o que deve ocorrer até meados da semana.

A Urbs reitera que tem feito esforços para acelerar os dois projetos e assim evitar atrasos nos repasses às empresas por conta do déficit financeiro no sistema. O transporte coletivo prevê um déficit de R$ 154 milhões em 2022, gerado pela diferença entre a tarifa técnica – que é a efetivamente paga às empresas – e a social, paga pelo usuário, de R$ 5,50. A diferença é coberta por subsídio do poder público. A tarifa técnica, em abril, foi de R$ 7. A empresa também ressalta que o transporte coletivo é um serviço essencial, vital para o deslocamento de milhares de pessoas todos os dias na capital e a redistribuição de linhas entre empresas em caso de greve é uma prerrogativa de contrato e também uma forma de preservar o usuário deles ônibus da capital.”

Redação Litorânea FM

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