Curitiba e RMC

Arcebispo de Curitiba quer o clero e entidades católicas longe da campanha eleitoral

Recomenda especial obediência nas redes sociais: padres não devem opinar sobre candidaturas.

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Com aquela linguagem direta que o caracteriza, o arcebispo de Curitiba, dom José Antonio Peruzzo, enviou na semana circular ao clero tratando de temas do momento, como a política eleitoral.

Pede que o clero, movimentos e associações católicas não se envolvam com as campanhas. Admite, no entanto, a possibilidade de, em espaço paroquial, haver participação da comunidade em debate eleitoral. Para tanto, diz, cada padre deverá buscar orientação do setor Jurídico da Cúria. Cauteloso, o arcebispo recomenda que padres da Arquidiocese se abstenham de manifestar posição político-partidária em suas redes sociais.

A circular de dom Peruzzo também trata da Assembléia dos Presbíteros, que deveria realizar-se entre 20 a 22 deste mês. Não será realizada este ano, em face da pandemia. “ Teria de ocorrer em ambiente fechado”, observa.

A circular do arcebispo está no Leia Mais.

COMO NOS ANOS ANTERIORES

“Caríssimo Padre,

Está presente em nosso calendário arquidiocesano a Assembleia dos Presbíteros. Seria para os dias 20-22 de outubro. Após ouvir alguns padres, e avaliando melhor a situação da pandemia, parece prudente que não a realizemos nas atuais circunstâncias. Seria inevitável a aglomeração, além do que seria em em lugar fechado. Por isso mesmo, embora a disseminação do vírus COVID-19 esteja em curva declinante – graças a Deus – ainda estamos distantes de poder dar concessões aos riscos…

Aproveito este mesmo escrito para algumas orientações concernentes à Campanha Eleitoral, acerca da qual já encontramos as primeiras manifestações. Fundamentalmente não há nada de diverso das eleições anteriores. Por agora recordo alguns quesitos que se apresentam com maior imediatez:

PROIBIDAS CESSÕES

a) Não estão autorizadas as cessões de espaços ou edificações das comunidades (templos, centros comunitários, pátios) para propagandear candidatos ou partidos. LICENÇA OBRIGATÓRIA b) Membros das comunidades ou movimentos eclesiais que se candidataram deverão se licenciar temporariamente de eventuais funções de serviços à comunidade ou movimento (Ministro da Comunhão, Catequistas, membros de CAEPs CPPs, etc). Vale o mesmo para os casos de “Coordenadores de Campanha”.

“CABOS ELEITORAIS”

Todavia, nas situações de “cabos eleitorais” com papel de liderança na vida comunitária, mas que assumiram a causa política como “trabalho/emprego” em tempos de grandes dificuldades, é recomendável avaliar antes a situação junto com seu pároco.

DEBATES PAROQUIAIS

c) Se algum padre quiser promover algum debate entre os políticos com presença no bairro e/ou paróquia ou no setor, por favor queira buscar orientações junto ao setor jurídico da Cúria para que o mesmo se realize dentro dos balizamentos legais.

NAS REDES SOCIAIS

d) Não se recomenda que presbíteros usem as páginas das redes sociais nas quais estão inscritos (facebook, instagram, twiter…) para promover ou defender candidatos e candidaturas. Em tempos de eleição a publicação das escolhas políticas dos ministros ordenados suscita muitas divisões, com prejuízo para a vida eclesial.

Deixo-lhes um grande abraço.

Fonte
Aroldo Murá

Rubens Filho

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