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Antigas disputas territoriais ameaçam estabilidade entre relações chilenas e argentinas

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Chile e Argentina possuem há muitos anos uma boa relação de convivência. Após profundas e acaloradas discussões sobre ilhas e territórios marítimos, ambos os países acordaram em um protocolo que ilhas no mar do sul das Américas, como as ilhas Horn, ficariam com o Chile. Já os direitos de navegações de toda a área em conflito – com exceção das ilhas – ficaria com a Argentina.

Este protocolo foi firmado em condições peculiares. Após anos de embates entre as nações, e com risco iminente de guerra entre os povos, o papado intercedeu, propondo um plano de solução do conflito. A Argentina relutou em aceitar, apenas o fazendo após a derrota da Guerra das Malvinas. O presidente argentino fez um referendo em 1984, onde o povo escolheu pela aceitação da proposta do papa. Neste mesmo ano, os países ratificaram o acordo.

Recentemente este período veio a tona quando o Chile interpôs reivindicação de mais de 5000 quilômetros para ser anexado como parte de seu território. Ocorre que os países tinham acordado, no início dos anos 80, que a oeste do 67º meridiano, o Chile exerceria soberania sobre as águas. A Argentina ficaria com o mar a leste. Para os argentinos, a reivindicação é uma ofensa e uma ameaça da estabilidade na região, uma vez que sendo aprovado o pedido chileno, o acordo entre as nações ficaria revogado por apenas um lado.

Mesmo assim, o presidente chileno já disse que manterá tal proposta, pois se adequam as normas do direito internacional.

Redação Litorânea FM

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